Apesar de ainda não dispensar a utilização de metodologias e boas práticas, como o BPM, profissionais com a famosa visão holística são responsáveis por propor melhorias que podem gerar desde pequenos até grandes resultados. Afinal, a famosa frase de que “nada é tão bom que não possa ser melhorado” é verdadeira?!

Não deve fazer muito tempo em que você se pegou criticando algum procedimento de alguma empresa ou departamento, não necessariamente em seu ambiente de trabalho. Afinal, quando uma atendente de caixa preenche a nota fiscal no papel carbono, nos questionamos se a situação financeira da empresa dela é o único e exclusivo motivo dela ainda não estar fazendo uso de um sistema, não é mesmo? É tão iminente a aceleração da competitividade nos negócios que nossa “perplexidade momentânea” não exige uma formação ou conhecimento técnico em tecnologia para se ter um insight como este citado. Apesar de informais, há de se considerar esses tipos de situações como um efeito positivo em um processo, uma otimização.

A melhoria de processos sempre esteve, está e estará injetada em nosso dia a dia pessoal e corporativo. E o melhor: sem prazo de validade. É praticamente indiscutível que qualquer tempo economizado (sem perda de qualidade no processo) em alguma atividade gera lucro à curto, médio ou longo prazo.

Mapear processos, de maneira formal, significa identificar situações desnecessárias e/ou obsoletas nos processos e revolucioná-los. Para isso várias atividades são necessárias, entre elas, identificar: I) de onde ou de quem provém (input); II) o que é executado (processamento); III) para onde ou para quem vai (output) cada atividade que compõe um processo. Por conta disto, entramos em uma das habilidades mais exigidas e admiráveis em um Analista de Processo: ser um questionador ativo, com perguntas óbvias e assertivas. Por esta e outras “soft skills” exigidas do analista de processos, em que teimo afirmar que a formação exigida para este tipo de cargo, também não necessariamente precisa ser na área de tecnologia. Ainda assim, quase 100% das vagas que perambulam por aí exigem essa formação, e um (e somente um) dos motivos para isto é a formação de um pensamento analítico ou “destrinchado” que são aplicados pelos cursos de bacharelado da área.

Mesmo entendendo que já otimizamos processos aqui e acolá, a adoção de um conceito de boas práticas, como o Gerenciamento de Processos de Negócios (ou em inglês, BPM – Business Process Management) é extremamente válido, devido à perspectiva e experiência que os criadores tiveram para junção de um conjunto de ferramentas, dicas e boas práticas. Além disso, apenas o fato de preocupar-se continuamente com a melhoria dos processos já o justifica, uma vez que extingue ou mitiga um dos problemas mais recorrentes em inúmeras empresas: a inércia.

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